CCJ vai apressar projeto que prejudica Jader
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sexta-feira, 07 de setembro de 2001
Agência Estado 
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Bernardo Cabral (PFL-AM), pretende apressar a votação de dois projetos de resolução com o objetivo de impedir que senadores processados no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ocupem cargos na Mesa Diretora. As propostas foram apresentadas esta semana pelo senador Arlindo Porto (PTB-MG) e pela liderança do bloco de oposição no Senado e têm um alvo: Jader Barbalho (PMDB-PA), que está disposto a reassumir o comando da Casa no próximo dia 17. É certo, no entanto, que os projetos não serão aprovados antes da data em que Jader prometeu voltar à cadeira de presidente do Senado. Isto porque, para entrar em vigor, as novas regras têm de ser votadas na CCJ e no plenário.
Na avaliação do presidente interino do Conselho de Ética, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), a aprovação dos projetos está garantida, porque, no Senado, a maioria dos parlamentares não terá coragem de votar contra a matéria. ''Os projetos visam moralizar o Senado e é isso que todos querem'', disse. No PMDB, por exemplo, já há quem defenda a proposta. É o caso do senador peemedebista Juvêncio da Fonseca (MS), indicado pelo PMDB para presidir o conselho depois da manobra comandada pela cúpula partidária que garantiu a renúncia de seu colega, Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), do cargo.
Fonseca afirmou, no entanto, que o senador investigado pela Casa só seria afastado da Mesa a partir do momento em que o processo fosse aprovado pelo Conselho de Ética e pela CCJ. Com essas exigências, Jader, alvo principal dos projetos, não seria afastado agora, como querem o PFL e a oposição. Porque, quando o processo chega na CCJ já está em fase quase final. O próximo passo é o plenário, que decide pela cassação do mandato ou a absolvição.


