CCJ impede eleição de chefe da procuradoria
São Paulo - Os procuradores da República amargaram outro revés na reforma do Judiciário. Eles queriam participar diretamente da escolha de seu dirigente máximo, o procurador-geral da República por meio da eleição de uma lista tríplice , mas a Comissão de Constituição e Justiça rechaçou a pretensão da categoria. O chefe do MPF é indicado pelo presidente da República dentre integrantes da carreira, após aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado, para mandato de dois anos, permitida a recondução.
Os procuradores fizeram lobby no Congresso, reivindicando a adoção da lista tríplice para escolha do procurador-geral. O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Nicolao Costa Neto, defendeu o destaque alegando que ''se trata, sem dúvida, de mecanismo democrático que contempla a participação da categoria do Ministério Público Federal no processo de escolha de seu chefe, revestindo-o, pois, de ampla legitimidade''.
Segundo o líder dos procuradores, a lista tríplice ''harmoniza-se com o modelo experimentado com êxito nos Estados, desde a promulgação da Constituição em 1988''. Na CCJ, os líderes da base governista liquidaram com o antigo desejo dos procuradores. (F.M.)





