CCJ do Senado aprova a anistia à multa eleitoral
Agência Estado
De Brasília
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem, com apenas quatro votos contrários, o projeto de lei que anistia os candidatos punidos pela Justiça Eleitoral desde as eleições municipais de 1996. A proposta agora deve ser referendada pelo plenário da Casa. Durante a votação, vários parlamentares admitiram que serão beneficiados com a anistia que eles próprios estavam votando.
Vou ter que ficar pagando de R$ 20 mil a R$ 30 mil em
multas por mês, tamanha a quantidade de autos lavrados em Goiás; isto é um absurdo inominável e chego até a descrer da Justiça, afirmou o senador Íris Rezende (PMDB-GO), candidato derrotado ao governo goiano em 1998.
Segundo o senador, ele não teve como se organizar durante a campanha para recorrer de punições que considerou injustas. Todo mundo sabe que candidato não tem tempo nem para comer, disse o parlamentar.
Condenado por distribuir material de propaganda fora dos prazos, o senador Roberto Freire (PE), candidato a vice-presidente da República no ano passado, afirmou ser contrário à Justiça Eleitoral. Os países democráticos não têm Justiça Eleitoral, que pratica uma interferência direta no exercício da cidadania, afirmou.





