Curitiba - O deputado estadual Antonio Anibelli (PMDB), relator do veto do governador Roberto Requião (PMDB) ao Plano de Cargos e Salários (PCS) dos Professores, prometeu apresentar hoje, na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), parecer favorável à tramitação do veto na Casa.
A reunião da CCJ está marcada para as 11 horas. Anibelli explicou que seu parecer é apenas pela constitucionalidade do veto, sem entrar no mérito da decisão do governador. ''Minha parte eu fiz, cumpri meu rito'', resumiu o relator, que vem postergando seu parecer, a pedido do Palácio Iguaçu, há pelo menos três semanas.
Requião vetou o artigo 47 do plano, que previa o pagamento dos aumentos retroativo a fevereiro. O plano prevê aumento médio de 33%. O governador alegou que o pagamento retroativo extrapolaria o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal. O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse que o veto será apreciado no plenário, mas não hoje. Ainda não há uma data definida para a votação do veto em plenário.
José Lemos, presidente da APP-Sindicato, disse que a categoria irá à Assembléia para acompanhar a votação do veto. ''A CCJ é uma formalidade, é no plenário que vamos acompanhar a votação'', avisou. Segundo Lemos, os professores fazem questão do pagamento retroativo, pois representa um mês de salário. Lemos administra ainda outros focos de tensão com o governo do Paraná. Além do veto e da demissão de professoras grávidas que a Secretaria da Educação se comprometeu a rever , o presidente da APP pode entrar em uma nova briga jurídica com o governo.
O departamento jurídico da APP estuda quais as providências que pode tomar em relação a uma fita que teria sido editada pelo governo estadual, na qual Lemos aparece fazendo somente elogios ao plano, sem considerar o veto e as críticas que ele fez ao mesmo. Essa fita, segundo Lemos, foi encaminhada a escolas do interior. A Comunicação do Palácio, porém, afirma que desconhece a fita.
O presidente da APP continua esperando uma resposta da Secretaria de Estado da Educação em relação ao desconto, em folha, do dia de paralisação da categoria, em 23 de março. A paralisação serviu como protesto contra o veto, mas os professores ainda têm esperança de conseguir o pagamento. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação, o dia parado não será pago.

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