A Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa deve apreciar hoje o projeto de resolução que pede a criação de uma CPI para investigar a venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel. Com o projeto, os deputados da bancada de oposição ao governo tentam pela segunda vez a insatalação da CPI para apurar irregularidades na operação.
No ano passado a CPI chegou a durar 48 horas, mas foi destituída depois que os deputados da situação retiraram seu apoio à comissão. Hoje a situação deve se repetir, já que os próprios deputados de oposição vêm cogitando a criação de uma ‘‘CPI informal’’. Com a instalação da CPI Copel/Sercomtel praticamente ‘‘sepultada’’, os oposicionaistas pretendem criar uma comissão especial de investigação (CEI) para apurar o suposto favorecimento dessas irregularidades, que teria beneficiado a vice-governadora Emilia Belinati e o filho dela, deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSB).
‘‘Não podemos fazer como avestruz e enterrar a cabeça na areia’’, comparou Durval Amaral, líder do PMDB. Na opinião dele a Assembléia ‘‘não pode mais fechar os olhos’’ para as investigações.

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