A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara ouve hoje, a partir das 10 horas, as testemunhas de defesa do deputado Sérgio Naya (sem partido-MG). Ele está sendo processado por quebra do decoro parlamentar e poderá ter o mandato cassado. O relator do processo, Marconi Perillo (PSDB-GO), disse que não sabe se ouvirá as nove testemunhas arroladas por Naya (foto). ‘‘É prerrogativa do relator ouvir somente aquelas que ajudem a esclarecer fatos.’’
Todas as testemunhas apontadas por Naya são amigos do parlamentar e exercem ou exerceram cargos públicos. Como os ex-prefeitos de Leopoldina José Roberto de Oliveira, de Itanhandu Raul Pinto e de Três Pontas Tadeu José de Mendonça. Todos eles pertencem a municípios de influência política de Naya. Estão entre os que enviaram telegramas de apoio ao deputado, logo depois do desabamento parcial do Edifício Palace 2, na Barra da Tijuca, no Rio. O prédio foi construído pela Sersan, empresa de Naya.
O advogado de Naya, Daniel Azevedo, disse que as testemunhas deverão reforçar a defesa do deputado, de que, ao contrário da gravação, nunca falsificou a assinatura do então governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, atual prefeito de Contagem, nem fez contrabando. Azevedo afirmou ainda que as testemunhas deverão ‘‘provar’’ que Naya não pagava para eleitores comparecerem às festas dele.
Naya pediu à Comissão de Ética do PPB esclarecimentos sobre os motivos que levaram a Executiva Nacional do partido a decidir, pela unanimidade dos 18 presentes, pela expulsão. É o primeiro passo para tentar reaver a legenda e, em consequência, readquirir condição para disputar a eleição de outubro. Sem partido, Naya não pode se candidatar a nada. (A.E.)

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