CCJ da Câmara nega pedidos do STF para processar deputados
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quarta-feira, 08 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
As resistências que o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), enfrenta para aprovar o pacote ético, um conjunto de medidas moralizadoras, ficaram claras ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Enquanto Neves defende a aprovação do fim da imunidade parlamentar, a principal medida do pacote ético, os integrantes da CCJ negaram dois pedidos do Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir processos por crimes comuns contra dois deputados: Eurico Miranda (PPB-RJ) e Vittorio Medioli (PSDB-MG).
Pela proposta em tramitação na Câmara e defendida por Neves, a imunidade parlamentar para os crimes comuns acaba e será restrita apenas aos crimes de opinião. Mas os deputados resistem em promover essa mudança na Constituição. A reunião prevista para hoje entre os líderes partidários para tentar um texto consensual sobre o fim da imunidade foi adiada para terça-feira.


