Curitiba - Votação apertada levou ao arquivamento, ontem, de projeto do deputado estadual Tercílio Turini (PPS) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O ''pedagiômetro'' dividiu opiniões na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e quase infringiu ao líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), a sua primeira derrota em 2013. Apesar do tucano pedir a derrubada da proposta, cinco dos onze membros da CCJ votaram a favor da iniciativa. Nelson Justus (DEM), presidente da comissão, desempatou ao concordar com o arquivamento da medida.
Turini queria a instalação de painéis nas 27 praças de pedágio do Paraná, em que seriam exibidos o número de veículos que passam pelas cancelas e quanto dinheiro foi arrecadado com a cobrança dos motoristas. A legalidade do ''pedagiômetro'' foi analisada por Wilson Quinteiro (PSB), cuja opinião mudou nas três semanas seguidas de debate na CCJ. ''Os deputados não podem criar gastos para o Estado, nem alterar os contratos assinados com as concessionárias'', justificou-se Quinteiro.
''Eu pedi aos deputados que deixassem o pedagiômetro ir ao plenário, para que fosse debatido o mérito. Vou entrar com recurso contra o arquivamento na CCJ e, se não acatado, no plenário da Assembleia'', prometeu Turini. ''Nesses 15 anos de pedágio as empresas arrecadaram bilhões, com uma das tarifas mais caras do Brasil, sem contrapartida à altura'', reclama o político, que disse ''não acreditar'' numa pressão do governo pelo arquivamento da proposta.

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