Curitiba - Nem mesmo a mobilização de cerca de 100 servidores públicos aposentados deve impedir a aprovação, pela Assembleia Legislativa (AL), do projeto de lei 511/2014, que taxa em 11% os inativos do Paraná. Ontem, sob gritos de "vergonha", a mensagem recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ela será um dos 21 itens de pauta de autoria do Executivo a serem analisados pelo plenário hoje, em comissão geral.
O texto engloba todos aqueles que recebem acima do teto do INSS, atualmente fixado em R$ 4.390,24. É complementado ainda pela proposição 514/2014, que institui o regime de previdência complementar, fixando o limite máximo para concessão de aposentadoria e pensões. As duas matérias foram discutidas em uma audiência pública ontem, convocada a pedido do deputado Professor Lemos (PT). Depois do encontro, os aposentados se dirigiram aos gabinetes dos parlamentares para pedir que eles rejeitem as propostas.
O pacote de "austeridade" do governador Beto Richa (PSDB) inclui ainda matérias como a 507/2014, que autoriza a administração a contratar operação de crédito no valor de até US$ 300 milhões (cerca de R$ 700 milhões) junto ao BID, e outras que extinguem ou modificam secretarias. (M.F.R).

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