Curitiba - Três dos quatro projetos apresentados à Assembleia Legislativa na última quarta-feira, dia 17, pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) já foram aprovados ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Durante a reunião de governo - a ''escolinha'' - na manhã de ontem, o governador Roberto Requião cobrou ''agilidade'' dos parlamentares na análise das propostas. Entre os projetos aprovados está o que altera o soldo dos policiais militares, o que concede 5% de reajuste a todo o funcionalismo e o que equipara os salários de carreiras da Polícia Civil ao de cargos com mesma formação.
A pressa na análise dos projetos se deve ao calendário eleitoral, que veta aumentos de salários depois do dia 6 de abril. Mas o governador Requião, que deve sancionar as medidas, deixa o cargo no próximo dia 31 de março para concorrer a uma vaga no Senado. ''Se não foram aprovados depois de 31 de março eu e o Pessuti ficamos impedidos de conceder o reajuste'', disse o governador.
Na CCJ, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), que é líder do governo na Casa, foi relator de todas as três iniciativas e votou pela aprovação de todas na comissão. Romanelli também apelou para que seus colegas não pedissem vistas aos projetos, o que poderia adiar em pelo menos uma semana o trâmite na Assembleia. O pedido foi acatado até pela oposição. ''Tínhamos a pretensão de pedir vistas, mas há um clamor público que temos que acatar'', disse Ademar Traiano (PSDB).
Segundo Romanelli, os projetos seguem para análise na Comissão de Finanças e, devem ser colocados em pauta no plenário na semana que vem. O mais polêmico deles incorpora ao soldo dos policiais militares gratificações de caráter permanente. Ontem, diversos representantes da Polícia Militar acompanharam a votação do parecer no relato na CCJ. ''Houve um mau entendimento em relação ao projeto. Não existe mais escalonamento vertical. O que há é que esse projeto traz um ganho real para o salário dos praças. E, como os quinquênios (gratificação de 5% sobre o salário paga por cada cinco anos completados em serviço) incidem sobre o soldo, o aumento do valor acaba beneficiando todos'', defendeu o coronel Nóbrega, diretor de finanças da corporação.

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