Católicos buscam apoio no combate à corrupção
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sábado, 10 de maio de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A Pastoral Fé e Política, da Arquidiocese de Londrina, oficializou ontem a coleta de assinaturas para o anteprojeto de lei de iniciativa popular que combate a corrupção eleitoral. Uma banca foi improvisada no Calçadão da Avenida Paraná, área central, para atrair a atenção dos eleitores. Conforme Gilson Vória, coordenador da Pastoral, os voluntários da campanha estarão neste local todos os sábados, das 9 às 12 horas, até o dia 27 de junho. ''Esperamos arrecadar, pelo menos, 60 mil assinaturas neste período'', afirmou.
O objetivo do anteprojeto é alterar a Lei Complementar número 64, de 18 de maio de 1990, que cita as hipóteses de inelegibilidade em defesa da probidade administrativa e moralidade no exercício do mandato. Entre as principais mudanças propostas está a de impedir a candidatura de pessoas investigadas pela Justiça e políticos que renunciaram para escapar da cassação com aumento da restrição de quatro para oito anos.
Para que o anteprojeto chegue ao Congresso Nacional é preciso arrecadar, no mínimo, 1% de assinaturas do eleitorado brasileiro. Isto equivale a 1,2 milhão de adesões que deverão ser apresentadas em Brasília até o dia 30 de junho. Os interessados em cooperar precisam do título eleitoral para participar da campanha. Qualquer pessoa pode imprimir uma lista do abaixo-assinado - disponível na internet - e coletar assinaturas. Em seguida, enviá-la ao Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral ou entregá-la no Centro Pastoral de sua Arquidiocese.
Na opinião de Vória, Londrina sempre participou dos movimentos políticos nacionais e, neste momento, não pode ser diferente. ''Não queremos suprimir o direito constitucional à defesa, mas precisamos escolher melhor nossos representantes. A lentidão da Justiça possibilita que políticos já condenados em primeira instância continuem administrando verbas públicas e pleiteando foro privilegiado. Enquanto isso, sobra gente nas filas dos postos de saúde, faltam remédios, médicos, os professores continuam recebendo mal e sem condições de trabalhar'', argumentou.
Serviço
Mais informações e a lista de adesões podem ser obtidas no site: www.lei9840.org.br.


