Católicos analisam candidatos
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de maio de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
A Igreja Católica deve orientar seus seguidores para que, nas eleições municipais deste ano, estejam precavidos contra candidatos que nunca tiveram práticas do interesse comunitário, mas prometerão remédio para todas as dores do povo.
Estes são os falsos Messias, afirma o diácono Reginei José Módolo, 25 anos, o Zico, coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Cascavel. Zico relata que, regionalmente, será elaborada e distribuída uma cartilha sobre as eleições municipais, mostrando a ótica da Igreja em relação à política, importância do voto e qualidade dos candidatos.
Além de documentos da própria Igreja, será considerada a legislação pela qual se bateu a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que pune severamente candidato que comprar voto.
O coordenador da Pastoral salienta que os católicos não devem ser orientados para o voto em candidato específico, a vereador ou prefeito ao contrário, por exemplo, do que fazem igrejas pentecostais, que têm seus preferenciais nominados e até projetam cotas de eleitos. O correto é traçar o perfil do candidato, e não obrigatoriamente o bom candidato precisa ser de nossa religião, comenta.
Em Cascavel, a Igreja Católica tem experiência, muito questionada por seus seguidores, de envolvimento com candidaturas. Nas últimas eleições para deputado, o padre Sandro Cortese distribuiu cartas pedindo voto para o empresário Renato Silva (PSDB), candidato a federal e, anexo, santinhos do radialista policial Tiago de Amorim Novaes (PTB), candidato a estadual. Tiago foi eleito, mas Renato, ficou apenas na suplência. O apoio causou reações contrárias de vários setores.


