Categoria ainda não está satisfeita
Líder dos magistrados, Cláudio Baldino Cadico Maciel é desembargador no Rio Grande do Sul. Licenciou-se, amparado na Lei Orgânica da Magistratura, deixando por um tempo os processos. Os deslocamentos constantes a Brasília e a missão de zelar pela toga no Congresso ''são muito desgastantes''.
Reconhecido por seus pares como profissional competente, Cadico avalia que a mobilização em torno da Previdência produziu bons resultados, mas avisa que a categoria ainda não está plenamente satisfeita. ''Temos críticas à reforma'', anotou. ''Desde o início estamos tentando colaborar para melhorar o texto, o projeto não é bom para o serviço público.''
Ele garante que ''o magistrado não se opõe a ficar mais tempo no serviço''. Destaca que ''a questão da paridade não foi totalmente resolvida, mas houve avanço''.
Para Cadico, o subteto é questão ''muito específica do Judiciário, porque não se pode tratar a magistratura dos Estados como de segunda classe frente à da União''. As idas ao Congresso ficam a cargo da Comissão de Acompanhamento Legislativo, composta por 8 magistrados: ''Vamos ao Congresso formular hipóteses legislativas aos senhores deputados.''
O desembargador revela-se preocupado com ''outros pontos importantes'', mas acredita que ''há espaço para diálogo no Senado''. Na terça-feira, receberá os presidentes das associações estaduais dos juízes para ''uma avaliação'' do projeto da Previdência. Cadico é a favor de que a Justiça ''se abra mais para a sociedade''. E lamenta que Lula não tenha recebido a categoria. ''Tentamos uma audiência desde a posse.''





