Cassio tenta manter advogado do Estado como procurador
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quarta-feira, 15 de setembro de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), pediu ao governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), no final da tarde de ontem, que reconsidere a decisão de revogar o decreto que cedeu o atual procurador-geral do Município, Maurício Sá De Ferrante, para prestar serviços à prefeitura. Ferrante é advogado do Estado, mas foi cedido à prefeitura, há cerca de um ano, como acontece com alguns funcionários.
Requião decidiu cancelar a liberação de Ferrante ontem à tarde, logo após a prefeitura divulgar que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, e o comandante da Polícia Militar (PM) do Paraná, coronel David Pancotti.
A PGM acusou Delazari e Pancotti de descumprir ordem judicial de desocupação de uma área da prefeitura no bairro do São Braz, invadida em março e desocupada pela própria prefeitura, que amparada por decisão judicial, mobilizou a Guarda Municipal. A Secretaria de Estado da Segurança revidou. Anunciou uma representação criminal ao Ministério Público (MP) contra Ferrante, por denúncia caluniosa. A PGM alega que Delazari foi notificado para cumprir a desocupação, mas o secretário negou.
Cassio recebeu ontem, da Chefia da Casa Civil do governo Requião, o comunicado de revogação da liberação de Ferrante. E logo em seguida mandou um expediente à Casa Civil, pedindo que a revogação seja revista, já que Ferrante ficaria até 31 de dezembro na prefeitura, quando acaba a gestão de Cassio. Não há prazo para o governo responder.


