Curitiba- O prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) tentou colocar panos quentes na crise desencadeada após seis secretários municipais anunciarem o afastamento de suas funções na administração da cidade. Os pedidos de exoneração ocorreram após Cassio pedir apoio ao candidato do PFL à prefeitura, vereador Osmar Bertoldi. Revoltados com o que classificaram como ''autoritarismo'' por parte do prefeito, os líderes do PSDB e do PSB municipal que defendem a candidatura de Beto Richa (PSDB) anunciaram que os partidos deixavam de fazer parte da base de sustentação política de Cassio.
Ontem, Cassio afirmou que a reação do PSDB foi ''exagerada'', e defendeu a retomada do bom relacionamento entre o PFL e as siglas dissidentes. ''Quem me conhece sabe que eu não sou de perseguir ninguém. Houve uma manifestação incompreensível para desagregar a base dos partidos aliados, mas é uma situação totalmente contornável. Em um primeiro momento havia muita gente querendo aumentar o incêndio, mas agora os bombeiros já estão entrando em ação'', afirmou.
Segundo Cassio, as reformas administrativas são normais em ano eleitoral. ''É comum que os secretários deixem as pastas para se envolver na campanha. Errado seria manter secretários que estariam trabalhando na campanha, o que poderia configurar crime eleitoral'', disse.
O prefeito reafirmou a intenção de unir os dois partidos no segundo turno. ''Se o Beto for para o segundo turno, defendo nossa aliança com ele. Se o Osmar Bertoldi for escolhido, creio que também teremos o apoio do PSDB. Defendo a candidatura própria do PFL como uma maneira de fortalecer o partido, porque também temos que ter em mente as eleições de 2006 para o governo. Mas não acho que exista motivo para nenhum racha ou rompimento'', disse Cassio.
O prefeito afirmou que caso seja solicitado, entrará de cabeça na campanha de Osmar Bertoldi. ''Se for do interesse do partido e do candidato, vou para a campanha na tevê e nos palanques'', comentou. Cassio não vê contradições nas propostas apresentadas por Bertoldi até agora, que giram em torno de adaptações de programas de segurança e transporte utilizados em outros países. ''Não é uma questão de desmerecer o que for feito, mas sim dar continuidade às coisas boas e trazer novas soluções. Seria bom se todos os candidatos pudessem viajar e conhecer novas experiências'', disse Cassio.

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