Cassio recua e diz que reforma está encerrada
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
Leandro Donatti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), recuou e se promover as mudanças de equipe que pretendia o fará a conta-gotas. O vazamento da degola que articulava fazer, envolvendo pastas como Educação, Saúde, Meio Ambiente, Obras e Abastecimento, causou inquietação geral, o que acabou atrapalhando a execução.
Cassio, que também encontrava dificuldades para encontrar alguns nomes, refletiu e achou por bem não piorar ainda mais o seu relacionamento político com o vice-prefeito, Beto Richa (PSDB), que é pré-candidato à sucessão e não tem o seu apoio. A convivência civilizada é importante para que quando o prefeito tenha que se ausentar seu vice não o desautorize como foi quando da suspensão do aumento da tarifa de ônibus, há 15 dias.
A reforma como vinha sendo desenhada tinha por objetivo esvaziar o projeto político do vice e ajudar, por tabela, a dar visibilidade ao vereador Osmar Bertoldi (PFL), o candidato oficial de Cassio nas eleições municipais de outubro. Os secretários que estavam na corda-bamba, alguns do PFL, de forma direta ou indireta não demostraram nos últimos meses empolgação a contento do prefeito e da primeira-dama Marina Taniguchi com a candidatura de Bertoldi.
''A reforma do secretariado já acabou. Foi só uma série de boatos que não têm o menor cabimento'', tentava amenizar o prefeito ontem. ''Não tem nenhum aspecto político. Foram apenas duas alterações pontuais para adequar a estrutura ao que estamos querendo que aconteça este ano. Queremos dar ênfase maior nas obras que foram feitas.''
O prefeito dispensou Deonilson Roldo, da Comunicação Social, e Yára Eisenbach, da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), apesar de no caso de Yára assegurar que foi a mesma quem pediu demissão. O publicitário Sérgio Reis assumiu o cargo de Roldo e o diretor de Transportes, Sérgio Tocchio, o de Yára. A ascensão de Tocchio, prevista para a semana que vem e antecipada pela Folha na edição da última quinta-feira, confirma que o vazamento das informações procedia.
Sobre a saída de Yára, Cassio afirmou ontem que ''foi um desgaste natural nesse tempo e ela mesmo entendeu que seria melhor solicitar sua exoneração, e foi uma decisão administrativa de governo''.
No plano original de reforma estava prevista a nomeação de José Lupion Neto para a Secretaria de Abastecimento e a troca de funções entre Paulo Henrique Munhoz da Rocha e Fernão Acioli. Este, que é secretário de Governo, passaria a responder pelo comando da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Já Rocha ficaria com a Secretaria de Governo. A indicação de um novo secretário de Meio Ambiente, que ficaria sob a tutela do ex-deputado federal do PFL Luciano Pizzatto, fica por ora adiada. (Colaborou Maigue Gueths)


