Curitiba - A Polícia Federal expediu ontem um ofício ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), solicitando que ele escolha uma data para prestar esclarecimentos sobre denúncias de existência de um caixa 2 na sua campanha à reeleição em 2000. Cassio não compareceu ao depoimento marcado para ontem na sede da Polícia Federal em Curitiba, mas devido ao cargo que ocupa, tem a prerrogativa de escolher a data e o local mais convenientes para testemunhar.
Segundo o advogado do prefeito, José Cid Campêlo, não existe uma previsão de data para o depoimento. Campêlo irá sustentar a versão de que Cassio não teria responsabilidade sobre quaisquer irregularidades. ''O prefeito não teve nenhum gasto na campanha. Quem fez a previsão de gastar R$ 3 milhões foi a coligação que o elegeu'', afirma o advogado. A Polícia Federal investiga denúncias de que o comitê de Cassio teria gastado até R$ 17 milhões na campanha.
A intimação para que o prefeito deponha é um sinal de que a investigação da Polícia Federal, que teve início em janeiro deste ano, está prestes a ser concluída. O delegado Hugo Corrêa Martins, que preside o caso, já havia antecipado a intenção de deixar o prefeito como uma das últimas testemunhas a serem ouvidas.
Na próxima quinta-feira, os vereadores que formam o bloco de oposição ao prefeito na Câmara de Vereadores de Curitiba irão se encontrar com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Gil Trotta Telles. Eles querem esclarecimentos sobre o andamento dos processos no órgão relativos ao caso.

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