Curitiba - O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), não quis se pronunciar sobre o relatório final das investigações do Ministério Público (MP) estadual, que apontou crime eleitoral na sua campanha à reeleição, no ano retrasado. Visivelmente irritado, Cassio não quis comentar o assunto ontem, quando iria assistir a uma palestra no Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
Além do relatório final, os promotores que investigaram as denúncias de um suposto caixa 2 enviaram ontem ao Tribunal de Justiça (TJ) os 21 volumes que compõem a investigação, com depoimentos, recibos, notas fiscais e outras informações sobre empresas e pessoas que teriam participado na campanha de Cassio. O vice-presidente do TJ em exercício, Sydney Dittrich Zappa, irá decidir se envia o processo diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ou se distribui o caso para ser analisado por um dos desembargadores do órgão.
Segundo o promotor José Geraldo Gonçalves, da divisão de Proteção ao Patrimônio Público do MP, a decisão de enviar o material ao TJ para depois ser encaminhado ao TRE foi tomada para que não houvesse problemas no encaminhamento do processo. ‘‘A nossa promotoria responde ao TJ. Mas ficou claro durante nossas investigações sobre sonegação fiscal que haviam irregularidades eleitorais, e acredito que o TJ deve remeter o processo ao TRE’’, explicou Gonçalves.
A competência da promotoria para apurar a existência de um caixa 2 na campanha de Cassio tem sido questionada desde o começo das investigações pelo advogado de Cassio, José Cid Campêlo. Hoje, o TRE analisa se coloca em pauta para discussão em plenário, um habeas corpus encaminhado por Campêlo, cancelando a investigação do MP. ‘‘Caso o plenário acate nossa solicitação, vamos pedir a nulidade de todas as diligências realizadas por estes promotores’’, garantiu o advogado.
Carnaval A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) proibiu ontem a participação dos blocos ‘‘Unidos do Caixa 2’’ e ‘‘Cachorro Louco - Atropela e Foge’’ no desfile carnavalesco do dia 9 de fevereiro. Em nota divulgada à imprensa, a FCC afirmou que a participação de blocos de cunho político ‘‘fere o objetivo do Carnaval’’.

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