Cassio mantém silêncio sobre investigações de caixa 2
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), não quis se pronunciar sobre o relatório final das investigações do Ministério Público (MP) estadual, que apontou crime eleitoral na sua campanha à reeleição, no ano retrasado. Visivelmente irritado, Cassio não quis comentar o assunto ontem, quando iria assistir a uma palestra no Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
Além do relatório final, os promotores que investigaram as denúncias de um suposto caixa 2 enviaram ontem ao Tribunal de Justiça (TJ) os 21 volumes que compõem a investigação, com depoimentos, recibos, notas fiscais e outras informações sobre empresas e pessoas que teriam participado na campanha de Cassio. O vice-presidente do TJ em exercício, Sydney Dittrich Zappa, irá decidir se envia o processo diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ou se distribui o caso para ser analisado por um dos desembargadores do órgão.
Segundo o promotor José Geraldo Gonçalves, da divisão de Proteção ao Patrimônio Público do MP, a decisão de enviar o material ao TJ para depois ser encaminhado ao TRE foi tomada para que não houvesse problemas no encaminhamento do processo. A nossa promotoria responde ao TJ. Mas ficou claro durante nossas investigações sobre sonegação fiscal que haviam irregularidades eleitorais, e acredito que o TJ deve remeter o processo ao TRE, explicou Gonçalves.
A competência da promotoria para apurar a existência de um caixa 2 na campanha de Cassio tem sido questionada desde o começo das investigações pelo advogado de Cassio, José Cid Campêlo. Hoje, o TRE analisa se coloca em pauta para discussão em plenário, um habeas corpus encaminhado por Campêlo, cancelando a investigação do MP. Caso o plenário acate nossa solicitação, vamos pedir a nulidade de todas as diligências realizadas por estes promotores, garantiu o advogado.
Carnaval A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) proibiu ontem a participação dos blocos Unidos do Caixa 2 e Cachorro Louco - Atropela e Foge no desfile carnavalesco do dia 9 de fevereiro. Em nota divulgada à imprensa, a FCC afirmou que a participação de blocos de cunho político fere o objetivo do Carnaval.


