Cassio gastou R$ 2,88 mi na reeleição
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domingo, 10 de dezembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A campanha para reeleger Cassio Taniguchi (PFL) em Curitiba custou oficialmente R$ 2,88 milhões para o PFL e demais partidos que formaram a Coligação Movimento Curitiba Sempre com Você. O valor foi 17% maior em relação à campanha de 96, quando Cassio venceu no primeiro turno. A maior parte dos gastos foi no segundo turno. O petista Ângelo Vanhoni gastou R$ 1,25 milhão, também um valor bem menor que o dispensado na campanha de 1996, quando também concorreu com Cassio.
A quantia que Cassio arrecadou para a reeleição será divulgada nesta semana pelo TRE. A juíza Elenice Bodenstein tornará público também todas as demais prestações de contas dos candidatos a prefeito e vereador, como determina a lei. Até sexta, os processos não estavam liberados para consulta.
O coordenador financeiro da campanha, Mário Lopes, disse que a maior parte dos recursos foi conseguida junto a empresas, que contribuíram com R$ 2,73 milhões: Risotolândia Comércio de Alimentos com R$ 300 mil, a Tucuman Engenharia e Empreendimentos com R$ 220 mil (mais do que o dobro dado em 1996) e Revepar Veículos, com R$ 170 mil, foram as maiores doadoras. O total doado por amigos (pessoas físicas) foi de R$ 152,26 mil.
Ao contrário do PT, o comitê do PFL sai da campanha sem acumular dívidas e com um saldo mínimo de campanha. Segundo um dos contadores da comitê David Favretro sobraram pouco mais de R$ 1 mil. O saldo ficará depositado no banco à disposição do TRE. O dinheiro só volta para o partido quando o TRE aprovar toda a prestação de contas, explicou. No início do processo eleitoral, o partido tinha declarado que gastaria no máximo R$ 3 milhões.
Na campanha de 96, Cassio gastou R$ 2.469.582,39, de acordo com a prestação de contas entregue pelo PDT (partido de Cassio na época) à 1ª Zona Eleitoral de Curitiba. O montante ficou próximo ao que havia sido declarado previamente à Justiça Eleitoral (R$ 2,5 milhões).
O que Cassio gastou na época ultrapassou a soma dos outros oito candidatos. Os adversários de Cassio informaram terem gasto cerca de R$ 1 milhão, duas vezes e meia a menos. A maior despesa de Cassio foi com propaganda e publicidade. Esses itens consumiram exatos R$ 1.008.893,13, conforme a contabilidade apresentada. Os impressos consumiram R$ 81.573,18 e produção audiovisual totalizou R$ 369 mil. Cassio gastou R$ 5,96 em cada um dos 414.648 votos.
Os principais doadores da campanha foram a Inepar (com R$ 150 mil), Cia. de Cimento Portland Rio Branco, Posigraf Gráfica e Editora e Tucuman Engenharia e Empreendimentos (cada uma com R$ 100 mil). A campanha de Carlos Simões (PSDB na época, hoje PTB), que ficou com segundo lugar (229.470 votos), consumiu R$ 167.872,66. O PT gastou R$ 243.721,18 na campanha de Ângelo Vanhoni, que alcançou 83.052 votos e ficou em terceiro lugar. O maior gasto dos tucanos foi com cachê de artistas, que somou R$ 80 mil. (Colaborou Maria Duarte)


