O prefeito reeleito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), anunciou a extinção de duas das 17 secretarias, sete cargos de nível S1 e 90 cargos em comissão. Ficam extintas as secretarias de Indústria, Comércio e Turismo – cujas funções passarão para a Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC) – e a de Saneamento, cujas funções passarão para a Secretaria de Obras.
Dos cargos em comissão, 78 são de assessoria direta, um superintendente, cinco diretores de departamento, dois chefes de equipe de apoio técnico e dois chefes de gabinete. As remunerações são variáveis. Os assessores passarão a exercer funções de agentes e gestores públicos (serão 114 cargos novos de agentes e gestores). ‘‘Não queremos assessores e sim gente que trabalhe’’, disse Cassio ontem, durante coletiva. Secretário e S1 ganham R$ 6.049,86 e gestor cerca de R$ 3 mil.
Cassio não adiantou nomes para as substituições. ‘‘Temos até o dia 30 para pensar, e só então anunciar’’, declarou. A única confirmação é Beto Richa, vice de Cassio, que vai mesmo para a Secretaria de Obras. Segundo o prefeito, os 114 novos cargos já estariam equacionados na Lei de Responsabilidade Fiscal. Pela lei, a prefeitura não pode gastar mais do que está previsto no orçamento de 2001, que é de R$ 1,5 bilhão.
Ainda visando obedecer a Lei Fiscal, serão criadas áreas de auditoria e controladoria na Secretaria Municipal de Finanças. A inspeção sanitária vegetal e animal, que antes era feita pelo governo federal, passará para a Secretaria da Saúde. A assessoria especial de apoio ao portador de deficiência vai passar do gabinete do prefeito para a Fundação de Ação Social (FAS).
Cassio lembrou que o ajuste fiscal está sendo feito desde 1998.
A Secretaria Municipal com mais funcionários hoje é a de Educação, com 7.720 pessoas. Em seguida vem a pasta da Sa© úde (3.932). Em terceiro a da Criança (3 mil), seguida da Administração (2.439). Em quinto, a do Meio Ambiente (935). Depois vem a do Governo (669), Agricultura e Abastecimento (451), Obras Públicas (438), Finanças (354), Urbanismo (288), Recursos Humanos (254), Procuradoria Geral do Município (149), Esporte e Lazer (148), gabinete do prefeito (77), Indústria, Comércio e Turismo (61) e Assuntos Metropolitanos (2).
O prefeito também prometeu ontem relocar 52 mil famílias em grande parte das 262 áreas de favela de Curitiba, realizando também trabalho de prevenção à criminalidade, principalmente atendendo crianças nas regiões mais perigosas. Os ajustes do Projeto Decidindo Curitiba, experimentado há um ano no Bairro do Cajuru, vão para apreciação da Câmara. No bairro há 5 mil famílias que se enquadram nas preocupações da prefeitura.
A prefeitura está iniciando o trabalho em Xapinhal, para atender pelo menos a metade das 2 mil famílias da região. Cassio disse que na sua próxima gestão deverão ser atendidas cerca de 78 áreas, somando 20 mil famílias. ‘‘Podemos conviver com a pobreza, mas não com a miséria’’, afirmou. Já estão alocados R$ 7,5 milhões para investir no Xapinhal, oriundos do Projeto Habitar Brasil.

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