Cassio diz que vai manter convênio com cooperativa
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) declarou ontem que o convênio entre a prefeitura e a Cooperativa de Trabalhadores Autônomos (Cosmo), vetado pela Justiça do Trabalho e investigado pelo Ministério Público (MP), será mantido.
Eu não vejo nenhuma ilegalidade neste convênio e ele continua, afirmou. O prefeito disse que está questionando juridicamente os argumentos que pesam contra a parceria e que não vê qualquer motivo para que o contrato seja anulado. A validade do convênio expira no dia 31 de dezembro, conforme informação obtida pela Folha junto ao presidente da Cosmo, Paulo César Antonio Rodrigues.
É um projeto de cunho social, de valorização da dignidade das pessoas com idades entre 40 e 50 anos. Enquanto esta questão estiver sub judice, tudo bem. O convênio continua normalmente, salientou Cassio, minutos antes de uma cerimônia oficial em Curitiba.
A decisão de manter o convênio deve gerar desconforto junto à Justiça do Trabalho, que está de olho na parceria. No dia 6 de novembro, os juízes do trabalho, ao julgarem o processo movido por um ex-cooperado, consideraram o convênio ilegal.
Mas a discussão da validade do negócio entre as partes também enfrenta outro problema: a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público também contesta a forma como a Prefeitura de Curitiba e a cooperativa estão gerenciando o dinheiro público.
O MP acusa o poder público municipal de movimentar R$ 3,1 milhões à revelia da Lei de Licitações. Extra-oficialmente, desde 1997, quando se firmou o primeiro convênio, a movimentação chega a R$ 13 milhões. A denúncia, de desrespeito às regras de licitação, partiu do PMDB. Foi com base numa das pistas que os promotores avançaram no caso.


