O prefeito de Foz do Iguaçu e candidato à reeleição, Harry Daijó (PPB), entrou ontem com uma medida cautelar junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), requerendo o efeito suspensivo da decisão do juiz eleitoral Valter Parzewski, que cassou o mandato dele no último sábado. O recurso deve ser avaliado ainda esta semana.
Esta foi a terceira condenação do prefeito nos últimos dois meses. A primeira ocorreu no dia que o partido decidiu escolheu seu nome para concorrer na eleição. ‘‘Eu pergunto por que estas decisões sempre são dadas em momentos importantes, como aconteceu no dia da nossa convenção e agora no dia do debate?’’, questionou Daijó, referindo-se ao encontro promovido pela TV Naipi (SBT) no sábado, que reuniu os seis candidatos a prefeito do município. O prefeito alega uma ‘‘nítida orquestração’’ contra sua candidatura.
A Justiça cassou Daijó por ele ter usado propagandas institucionais da prefeitura com conotação pré-eleitoreira. Parzewski destacou a instalação de outdoors na cidade expondo obras realizadas pelo prefeito e uma flor multicolorida, logomarca usada nas campanhas publicitárias da administração e que agora ligariam o atual prefeito às suas realizações. ‘‘Isto provoca um desequilíbrio de igualdade de condições para com os demais candidatos’’, apontou o juiz eleitoral. Ele acatou parecer do Ministério Público, que denunciou propaganda excessiva.

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