Cassação dos Simões deve mudar quadro de eleitos
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sábado, 21 de outubro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou os registros das candidaturas dos deputados Carlos e Íris Simões (PTB) por suposto abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o período eleitoral. Carlos Simões é deputado estadual e foi reeleito com 32.138 votos. Íris Simões é deputado federal e não foi reeleito. Ele ficou como segundo suplente, tendo uma votação de 33.546 votos.
Se não houver recurso, os votos recebidos pelos irmãos serão redirecionados para a Coligação Paraná da Verdade, que tem como candidato ao governo do Estado o senador Osmar Dias (PDT). No começo do mês, o TRE-PR já havia determinado a inelegibilidade por três anos, a partir destas eleições, dos irmãos Simões. A Folha tentou entrar em contato com os parlamentares, mas não conseguiu localizá-los. Nem mesmo o advogado dos deputados foi encontrado.
A expectativa é a de que a defesa de Simões entre com uma medida liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando incompetência da Justiça Eleitoral (já que as primeiras denúncias teriam ocorrido antes do período eleitoral). Se ficar sub judice, Carlos Simões pode até ser diplomado. Caso não possa assumir a vaga de deputado estadual, Carlos abre espaço para o candidato Fernando Scanavacca (PDT), ex-prefeito de Umuarama, que ficou como primeiro suplente com 30.718 votos. O segundo suplente é o deputado Neivo Beraldin (PDT).
Já como segundo suplente na Câmara Federal, no lugar de Íris Simões (que foi citado na CPI dos Sanguessugas como um dos parlamentares que recebiam propina para assinar emendas para compras de ambulâncias) ficaria o candidato Luiz Renato (PDT) -que teve 19.729 votos.


