Casos principais
Estes são os principais casos analisados pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos
EDSON LUIZ DE LIMA SOUTO. Morto a tiros pela Polícia Militar do Rio de Janeiro no dia 18 de março de 1968, durante operação armada para desalojar estudantes que haviam ocupado o restaurante Calabouço. Sua morte desencadeou uma onda de protestos estudantis contra o governo militar em várias capitais. Indenização aprovada.
CARLOS MARIGHELLA. Fundador da ALN (Aliança Libertadora Nacional), Marighella comandou em 1968 as primeiras operações de guerrilha urbana no Brasil pós-64. Ele estava em um fusca quando foi morto no dia 4 de novembro de 1969, na alameda Casa Branca, em São Paulo. A versão oficial apontava que havia morrido em tiroteio. Mas a comissão provou que ele não teve tempo de sacar sua arma. Indenização aprovada.
CARLOS LAMARCA. Nomeado capitão do Exército em 1967, Lamarca ingressou na guerrilha urbana em 1969, quando levou do quartel de Quintaúna (SP) 63 fuzis. Ele foi comandante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e depois ingressou no MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). Foi morto em setembro de 1971 ao ser localizado no interior da Bahia. Indenização aprovada.
VLADIMIR HERZOG. Acusado de ter ligações com o PCB, o jornalista foi morto no dia 25 de outubro de 1975 em dependências de órgãos de informações do Exército em São Paulo. A versão oficial apontava suicídio. Ele foi morto no mesmo dia de sua prisão em consequência de torturas. Indenização aprovada.
MANOEL FIEL FILHO. Operário metalúrgico, ele foi morto 16 de abril de 1976 em um das celas do 2º Exército, em São Paulo, onde foi preso sob a acusação de ser militante do PCB. Sua morte provocou a demissão do general Ednardo DÁvila Melo. Indenização aprovada.





