Casos de nepotismo permanecem na Casa
Curitiba - Ao observar a relação de nomes, é possível constatar a permanência de supostos casos de nepotismo na Casa, mesmo após a elaboração da súmula vinculante número 13, em agosto do ano passado, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos casos é o do diretor legislativo da Assembleia Legislativa, Severo Olimpio Sotto Maior, que mantém dois filhos, Richard e George, empregados na Casa em cargos comissionados. A esposa de Severo, Eliza, também trabalha na Casa, mas em cargo efetivo.
Severo, que aparece na lista de nomes dentro da categoria de comissionados, é irmão do procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, chefe máximo do Ministério Público (MP), instituição competente para entrar com medidas contra casos de nepotismo nos Três Poderes. No ano passado, a FOLHA revelou que Maria Ricardina Ruppel Sotto Maior, irmã de Olympio de Sá e de Severo, também tinha cargo comissionado no Legislativo. O nome dela não consta mais na relação de funcionários da Casa.
Questionado pela Reportagem sobre os eventuais casos de nepotismo, o MP informou em nota que, ''a partir da lista, estará verificando a existência de casos de nepotismo, considerado o teor da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal''.
Outro nome conhecido na lista é o da esposa do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), Regina Pessuti. Ela aparece na categoria de funcionários efetivos da Casa. Até agosto do ano passado, ela ocupava um cargo comissionado na vice-governadoria, mas foi exonerada por conta da regra antinepotismo. A FOLHA não conseguiu saber quando ela se tornou efetiva do Legislativo e nem encontrou registros sobre a sua disposição ao Poder Executivo. A Reportagem tentou contato com Regina, mas não houve retorno. (C.S.)





