Curitiba - Os advogados que representam as famílias de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida e a promotora Lúcia Inês Giacomit Andrich, da Segunda Promotoria da Vara do Júri, saíram confiantes ontem da audiência de instrução do caso do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho. ''Não há mais dúvidas. As provas são absolutas e nada do que ele disse rebateu as acusações'', afirmou Juarez Kuster, advogado da família de Almeida.
Já Lúcia afirmou que ''já há elementos que apontam o dolo'', o que justificaria o envio do caso para o júri. ''Temos as provas de que ele agiu com menosprezo com a vida humana'', opinou. A promotora avaliou que o interrogatório não trouxe fatos novos. Mas mostrou que o ex-parlamentar ''respeita a Justiça''. ''O interrogatório é um ato de defesa. Nós já prevíamos que ele iria alegar que não lembra do acidente.''
O advogado de Carli Filho, Roberto Brzezinski, declarou no fim da audiência que irá questionar ''de quem era a preferencial'' no local do acidente. Segundo o advogado, uma das teses da defesa irá explorar o fato de Carli estar na via rápida e que teria preferencial sobre a rua na qual os dois rapazes trafegavam. ''Esta é uma das teses'', afirmou. Brzezinski também contou que seu cliente esteve no tribunal acompanhado apenas dos advogados e que estava perturbado com ''o ambiente carregado de emoções''.(R.C.F.)

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