O diretor-geral do Tribunal Superior do Trabalho (TST), José Geraldo Lopes, pediu exoneração do cargo ontem ao presidente do tribunal, ministro Almir Pazzianotto. O pedido foi feito em ‘‘caráter irretratável’’. Geraldo, que é funcionário aposentado do TST, ocupava o cargo em comissão há cerca de 14 anos. Não há ainda indicação de seu substituto.
Em depoimento que prestou na última terça-feira na Subcomissão Permanente do Judiciário, o diretor-geral havia afirmado que o TST jamais interferiu na obra do edifício-sede do TRT de São Paulo. O relator da subcomissão, senador José Jorge (PFL-PE), afirmou que o juiz Edilson Rodrigues, do TRT paulista, que depôs no dia seguinte na subcomissão, negou esta versão de Geraldo, ao entregar correspondência do TST apoiando a revisão do contrato assinado entre o TRT e a Construtora Incal.
O porta-voz da presidência da República, Georges LamaziSre, relatou que o presidente FHC ficou irritado com a falta de controle das verbas públicas no TST, mas não tinha conhecimento desta decisão e não falaria com Pazzianotto, sobre este assunto, já que ele é da exclusiva competência do tribunal.

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