Caso Tereza-MP pressiona Armínio
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segunda-feira, 31 de julho de 2000
Rosa Costa Agência Estado De Brasília 
A Comissão de Assuntos Econômico (CAE) do Senado poderá convocar a depor o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, para falar da decisão da Justiça de afastar do cargo a diretora de Fiscalização da instituição, Tereza Grossi. O presidente da comissão, Ney Suassuna (PMDB-PB), explicou que a medida dependerá da conversa que terá hoje com Fraga. Se houver dúvidas quanto à posição do banco no caso, Suassuna acha positivo que a CAE se manifeste. Ele reconheceu que o Senado não pode voltar atrás na autorização que concedeu para Tereza ocupar o cargo. O máximo que a comissão pode fazer, de acordo com o senador, é apresentar uma moção reprovando a permanência dela no cargo.
Suassuna reconheceu que o Senado agiu desde o início, ao avalizar a indicação de Fernando Henrique, sabendo que corria o risco de ter a posição contestada pelo Ministério Público (MP). Na época, a CPI dos Bancos havia incluído o nome de Tereza entre as pessoas que agiram na operação de salvamento dos Bancos Marka e FonteCindam. É verdade, lembrou-se o senador. Segundo ele, cabe agora olhar o futuro dessa decisão e não se penalizar pelo passado. Dentro desse aspecto, Suassuna disse que vai procurar se informar sobre as medidas que justificaram a nomeação de Tereza. Ela foi levada ao cargo para fazer um intenso trabalho de fiscalização, justificou. Temos de ver agora se isso ocorreu realmente.
A líder do bloco da oposição, senadora Heloísa Helena (PT-AL), concordou que o Senado não pode fazer nada para rever a posição de avalizar a indicação de Tereza. O Senado, mais uma vez, leva um puxão de orelha de outro Poder por não ter cumprindo com suas prerrogativas, defendeu. A senadora lembrou que a oposição tentou obter uma liminar para impedir a posse de Tereza. Já à bancada governista, de acordo com a líder, resta a obrigação de se desculpar perante a sociedade por ter encampado um fato hoje contestado pela Justiça.


