Caso Sudam abre nova frente contra senador no MPF
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Agência Estado<br> De Brasília 
Mais uma vez o senador Jader Barbalho será alvo de investigação por parte do Ministério Público Federal (MPF). A 5ª Câmara de Defesa do Patrimônio Público da Procuradoria Geral da República começa hoje a detalhar o sigilo bancário do empresário José Osmar Borges, acusado de fraudes na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A procuradoria quer saber se houve depósitos para o ex-presidente do Senado. O trabalho contará com técnicos do Banco Central (BC) Tribunal de Contas da União (TCU).
Borges recebeu financiamento da Sudam para seis projetos em Mato Grosso, entre 1996 e 2000. Segundo investigação da Procuradoria da República no Estado, foram constatadas fraudes que hoje podem chegar a mais de R$ 200 milhões. Ao quebrar o sigilo telefônico do empresário, o Ministério Público Federal identificou pelo menos 240 ligações supostamente feitas por Borges para Jader, que foram sócios em uma fazenda, no interior do Pará.
Hoje, os integrantes da 5ª Câmara de Defesa do Patrimônio Público - a mesma que rastreou todo o desvio do Banpará, do qual Jader é suspeito de ter envolvimento - recebem documentos de Mato Grosso, que serão transformados em uma nova nota técnica, explicando detalhes sobre os dados do sigilo bancário de Borges. Os procuradores ainda não definiram o prazo de encerramento dos trabalhos, que pode levar até mais de um mês, como ocorreu com o rastreamento dos cheques do Banpará.


