Caso Requião prejudica aliados
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segunda-feira, 12 de janeiro de 1998
Agência Estado Brasília 
Os aliados do governo na Câmara vão concentrar todos os esforços para impor uma derrota massacrante às oposições na comissão especial da reforma da Previdência Social, que será instalada amanhã.
Apesar do empenho dos governistas e da resistência antecipada pelas esquerdas, a briga para valer só ocorrerá na votação em plenário, que o governo quer realizar em 11 de fevereiro.
Majoritários na comissão especial, os governistas estão divididos no plenário e a oposição conta com o racha para derrotar o Palácio do Planalto.
No Senado, onde os aliados foram mais rápidos e começaram a examinar a reforma administrativa, a articulação governista foi atropelada por uma denúncia do senador Roberto Requião (Leia reportagem nesta página).
O Ministério da Saúde foi acusado de distribuição política de verbas orçamentárias e o governo começa a semana às voltas com um pedido de convocação dos ministros da Saúde, Carlos Albuquerque, e extraordinário para Coordenação dos Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos, com o objetivo de responderem às acusações.
Quórum mínimo O desafio do governo para garantir o calendário da reforma da Previdência é manter um quórum mínimo nas segundas e sextas-feiras, imprescindível para a contagem dos prazos regimentais, medidos em sessões realizadas.
Como as oposições estão decididas a dificultar o trabalho do governo, caberá a cada partido da base aliada manter pelo menos 15 deputados em Brasília nos dias em que as faltas não são descontadas nos contracheques dos parlamentares. Só assim terão a presença de 52 deputados no plenário para garantir a abertura da sessão.


