Caso Repar: vice da Mendes Júnior confirma propina
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Theo Marques 
Curitiba Em mais um capítulo da operação Lava Jato, o diretor vice-presidente da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, uma das empreiteiras que fez parte do consórcio que venceu uma licitação para construção de uma unidade da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no ano de 2009, confirmou à Polícia Federal (PF) ter pago propina no valor total de R$ 8 milhões em quatro parcelas para as empresas do doleiro Alberto Youssef. Ao todo, conforme havia detalhado o Ministério Público Federal (MPF), foram pagos R$ 32 milhões de vantagem indevida a agentes públicos em duas licitações da Repar.
"Meu cliente respondeu a todas as perguntas e informou que conhecia Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, e que foi pressionado por eles sob pena dos contratos mantidos pela empresa e, outros futuros, não terem andamento. Em razão desta extorsão eles fizeram um único pagamento para as empresas de Youssef no valor de R$ 8 milhões", disse o advogado Marcelo Leonardo.
O defensor de Sérgio Mendes ainda ressaltou que seu cliente confirmou que o pagamento de R$ 8 milhões foram pagos por meio de quatro depósitos nas contas das empresas de Youssef de julho a setembro de 2011.
"Se não fizesse o pagamento de propina a empresa não receberia as faturas que legitimamente teria direito e não seria convidada para outras licitações na Petrobras. Os contratos foram feitos de forma lícita e, durante a execução, quando a diretoria teria que autorizar pagamentos devidos a Mendes Júnior, veio a exigência", completou.
Leonardo ainda reforçou que Sérgio Mendes negou a existência de qualquer esquema de "cartelização" ou "clube de empresas".
Sérgio Cunha Mendes está preso preventivamente desde o último sábado na carceragem da PF, em Curitiba. Ele prestou depoimento na tarde de ontem, que durou cerca de três horas.


