O rastreamento do dinheiro desviado da AMA e lavado na contra bancária da ''Freitas & Dutra'' culminou na prisão preventiva do doleiro Alberto Youssef, no ano passado. O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público Estadual.
O doleiro permaneceu 19 dias na carceragem do 3º Distrito Policial e foi libertado por efeito de uma liminar obtida no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). Em janeiro, ele foi novamente preso, pela mesma acusação, e conseguiu ser solto em caráter liminar, graças a um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Youssef também é investigado em 37 inquéritos instaurados pela Polícia Federal, em Londrina. Ele é apontado como o responsável pela movimentação de recursos, de maio de 1998 a janeiro de 99, em 37 contas fantasmas abertas nas agências do Banestado em Londrina, Cambé e Ibiporã. Youssef nega as acusações.
O cunhado do doleiro, Eroni Miguel Peres, o segurança Antonio Carlos Neri Romero e o servidor público municipal João Edson Danziger, conhecido como ''João Boquinha'', também tiveram a prisão preventiva decretada, acusados de integrar o esquema. Todos estão em liberdade obtida no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os crimes atribuídos à suposta quadrilha são a falsificação de documentos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crime contra a ordem tributária. (C.O.)

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