Caso PIC faz um mês e nome do mandante ainda é mistério
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
O incêndio criminoso na Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Curitiba completa hoje um mês e a Polícia ainda não apresentou o mandante do atentado. O incêndio destruiu provas, computadores e outros documentos recolhidos pelo Ministério Público em investigações sobre o narcotráfico e o crime organizado no Estado, além de outros 300 inquéritos criminais. A Divisão de Narcóticos (Dinarc) tem até a próxima quarta-feira para apresentar o relatório do inquérito do crime, além dos laudos periciais recolhidos pelo Instituto de Criminalística.
No sábado, o terceiro dos principais suspeitos de envolvimento no incêndio, entregou-se em Paranaguá para investigadores da Dinarc. O taxista Alexsandro Ribeiro (Magrão), teve prisão decretada na quarta-feira. Ele estava desaparecido desde o último dia 19, quando seu nome foi citado no depoimento do DJ Emerson Vieira, também suspeito de participação no crime.
Magrão foi encaminhado no sábado mesmo à Dinarc, onde prestou depoimento. O taxista já tem passagem pela Polícia por homicídio culposo num acidente de trânsito e também por tráfico de drogas. Além dele, estão presos na Dinarc Emerson Vieira e o 2º tenente Alberto Silva Santos.
No sábado, além do depoimento do taxista, pelo menos mais uma prova que pode ser determinante nas investigações sobre o incêndio chegou à Dinarc: o Gol branco placa AXA 1960, de propriedade de Santos. A Polícia suspeita que o carro, encontrado em Campo Grande (MS), foi utilizado na fuga dos incendiários.
Segundo apontam as investigações, no dia 29 de dezembro homens encapuzados renderam o vigia da PIC José Aparecido Serpa Nunes, espalharam gasolina na sala dos promotores e atearam fogo ao prédio. Os suspeitos teriam fugido no Gol de Santos. Apesar da proporção do incêndio, a Polícia afirma que foram queimadas mais inquéritos criminais do que provas contra o narcotráfico no Paraná, que seria o principal objetivo do atentado.
A delegada-chefe da Dinarc Leila Bertoline garantiu que o inquérito e o laudo das investigações sobre o incêndio da PIC estarão prontos em tempo hábil, porém afirmou que não pode fornecer mais informações sobre o caso até que ele esteja concluído. Ninguém pode dar nenhuma informação sobre as investigações, pois foi decretado sigilo nos autos, ressaltou. Caso o relatório não seja apresentado, todos os acusados de envolvimento no crime que tiveram prisão preventiva decretada poderão ser soltos.


