Caso Osvaldinho ainda depende de parecer
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2004
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC), órgão vinculado à Polícia Federal (PF) em Brasília, vão analisar nos próximos dias o laudo da exumação do corpo do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário de Estado de Esporte e Turismo Osvaldo Magalhães dos Santos, o Osvaldinho.
O laudo foi feito pelo Instituto Geral de Perícias em Porto Alegre (RS) e chegou à PF em Brasília na última semana de dezembro. Cabe agora aos técnicos do INC decidirem se o laudo é conclusivo ou se há necessidade de novas informações e exames. Eles devem emitir um parecer dentro de 20 dias, segundo a assessoria de imprensa da PF em Brasília.
A divulgação do laudo, solicitada pela CPI do Banestado e autorizada pela Justiça, ainda não foi feita oficialmente. A superintendência da PF no Rio Grande do Sul, porém, confirmou que, segundo o laudo, o corpo sepultado em Curitiba é mesmo de Osvaldinho. O corpo está enterrado no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba. A exumação foi feita no dia 22 de novembro de 2003, por peritos do IGP acompanhados de policiais federais.
A CPI do Banestado pediu à Justiça Federal que autorizasse o procedimento depois de constatar que o Instituto Médico Legal (IML) regional não fez os exames de praxe no cadáver: de arcada dentária e de impressões digitais. A CPI levantou dúvidas sobre a identidade do corpo.
Osvaldinho morreu em um acidente de automóvel na região de Palmeira (40 quilômetros ao sul de Ponta Grossa), no feriado de 7 de Setembro de 1998. Ele fazia parte das investigações do Ministério Público (MP), que apurou prejuízos de aproximadamente R$ 300 milhões ao Banestado, devido a empréstimos feitos a empresas que não tinham condições de pagar.
O juiz Sérgio Moro, da 2 Vara Criminal Federal, vai receber cópia do laudo da exumação, assim como os deputados da CPI do Banestado.


