A Controladoria-Geral do Município ainda não instaurou a comissão de sindicância para investigar suposta falta funcional do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, conforme determinou o prefeito Barbosa Neto (PDT) em 3 de junho, ao se tornar público a suposta sonegação fiscal de imposto municipal por Nadai, que é apurada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A controladora-geral, Silvana Fátima Troca, explicou que o órgão sequer pediu informações ao Gaeco sobre a investigação. ''Devemos fazer isso esta semana e depois disso, se for o caso, abriremos a sindicância'', disse. Segundo ela, a Controladoria não tem competência para apurar eventuais infrações funcionais de membros da CMTU. ''Vamos verificar se houve algo relacionado ao município, já que teria havia a questão (sonegação) do ITBI, mas a competência para apurar questões envolvendo agentes da CMTU é da própia companhia.''
A controladora acrescentou que a demora na abertura da sindicância - 13 dias depois do comunicado do prefeito - se deve ao volume de trabalho e a prazo de outros procedimentos que devem ser cumpridos.
A Secretaria Municipal de Fazenda já investiga Nadai. A conclusão preliminar é que ele efetivamente sonegou o imposto, conforme admitiu em entrevista à FOLHA, afirmando que foi uma ''decisão pessoal'' não pagar o Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI) na compra do apartamento onde reside por R$ 330 mil. Ele registrou a escritura com valor de apenas R$ 170 mil e, dez meses depois da compra e quando passou a ser investigado, recolheu o restante do ITBI.
Na próxima sessão da Câmara, o vereador Joel Garcia deverá solicitar informações sobre a origem dos recursos utilizados na aquisição do apartamento de Nadai. ''Todo funcionário público, ao assumir o cargo, tem que apresentar sua declaração de renda: queremos saber sobre a evolução patrimonial do presidente da CMTU.''

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