'Caso Nadai' está encerrado, diz Barbosa
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Depois que o Conselho de Administração da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) isentou o presidente André Nadai de responsabilidade por ter sonegado imposto municipal (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis na compra de um apartamento), o prefeito Barbosa Neto (PDT) deu o caso por encerrado em entrevista coletiva na manhã de ontem. ''Fizemos tudo aquilo que cabe a um prefeito fazer. Para mim, este caso está encerrado'', sentenciou, acrescentando, no entanto, que o Ministério Público ainda investiga Nadai.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público apura eventual enriquecimento ilícito de Nadai. Na esfera penal, ele foi indiciado por falsidade ideológica, mas o inquérito sobre sonegação fiscal ainda não foi concluído. ''Infelizmente, (sonegar) é uma pratica que existe no Brasil. Quem é que vende seus imóveis pelo valor real?'', desprezou. ''Mas não vou defender, é uma questão entre Receita e contribuinte. Isso não afeta administração da CMTU,'' complementou Barbosa.
Na entrevista coletiva, o prefeito também declarou que irá comparecer à 3 Vara Criminal em 31 de agosto para ser ouvido como testemunha de defesa no processo do caso Gálatas. Ele foi arrolado pelo ex-procurador jurídico, Fidélis Canguçu, preso pela operação Antissepsia, sob acusação de cobrar propina dos institutos que executavam serviços de saúde (Gálatas e Atlântico) e perante o Ministério Público negou qualquer envolvimento. Barbosa o exonerou no dia de sua prisão, em 10 de abril.
''Nunca mais falei com o Dr. Fidélis Canguçu. Fui pego de surpresa (ao ser arrolado como testemunha), mas não vou depor a favor dele: vou contar aquilo que sei e, até onde eu sei, na minha presença, o secretário Fidélis Canguçu nunca tomou nenhuma ação que desabonasse sua conduta'', declarou Barbosa. ''Mas há outros pareceres que estão sendo também contestados.''
A esposa de Barbosa, Ana Laura Lino, foi arrolada como testemunha de acusação, mas conseguiu liminar no Tribunal de Justiça para não ser ouvida, alegando que, com o compromisso de dizer a verdade, poderia incriminar-se, já que é investigada, juntamente com Barbosa, em inquérito que tramita no TJ, devido ao foro privilegiado do prefeito. A investigação diz respeito a supostos crimes que teriam ocorrido na contratação do Instituto Atlântico.


