O ex-secretário de Gestão Pública de Londrina e ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) Kentaro Takahara minimizou a importância da reunião com um diretor da empresa MM Consultoria, Construções e Serviços, da Bahia, pouco antes da posse do prefeito Barbosa Neto (PDT). Tal encontro faz parte de investigação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público acerca de supostas irregularidades na contratação da MM pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) em julho de 2009 para a varrição das ruas. Hoje a empresa também presta o serviço de recolhimento de lixo domiciliar.
Takahara, que coordenou a campanha de Barbosa, disse que o encontro foi solicitado pelo diretor da MM, Raimundo Paiva, ainda no comitê de Barbosa Neto, e ocorreu no hotel em que o diretor estava hospedado. ''Foi somente mais um atendimento como muitos que fizemos durante a campanha'', resumiu, porém, admitindo que tal encontro ocorreu depois que Barbosa já estava eleito. ''Convidei o Mauro (Viecili, então presidente da Codel) e os agentes da CMTU para participarem do encontro porque detinham as informações necessárias'', afirmou.
O ex-secretário disse que as informações repassadas a Paiva seriam de caráter público e, por isso, não acredita ter ocorrido favorecimento da MM. ''Todas as informações passadas ao empresário eram de caráter público, como a metragem da varrição e da capina'', garantiu. ''Se, depois disso, a empresa veio a ser contratada pelo poder público é porque seguiu as normas para ganhar o contrato. Ninguém se comprometeu ou prometeu nada para a empresa.''
O ex-secretário afirmou ainda que os agentes da CMTU trabalhavam como voluntários na campanha de Barbosa e por isso estendeu o convite a eles, que tinham as informações técnicas necessárias. ''Eram companheiros nossos na campanha.'' Takahara negou que tenha dito a Raimundo Paiva estar representando o prefeito. Além da reunião, que demonstraria suposto favorecimento da MM, o Ministério Público também analisa os contratos emergenciais - sem licitação - firmados desde o início do mandato de Barbosa. Hoje a empresa fatura cerca de R$ 1,5 milhão mensalmente para prestar os serviços de varrição e coleta do lixo.

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