Caso Mexicano: STJ nega pedido de arquivamento
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido da defesa do procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná Dartagnan Cadilhe Abilhôa para arquivar a ação penal a qual ele responde por corrupção passiva. Ele é acusado de envolvimento na extorsão do traficante internacional de drogas Lúcio Rueda Bustos, conhecido como ''Mexicano''.
Em 2004, dois policiais (um deles filho do procurador Abilhôa) teriam prendido e extorquido o traficante ''Mexicano'', que foi levado para a Promotoria de Investigações Criminais (atual Gaeco), então coordenada por Abilhôa. O ex-policial foi condenado pela Justiça Federal pelos crimes de corrupção passiva, usurpação de função e lavagem de dinheiro. Já o procurador de Justiça teve o seu cargo, no final de novembro, posto em disponibilidade pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com vencimentos proporcionais.
No habeas corpus impetrado no STJ, a defesa alegou que pai e filho estariam submetidos a constrangimento ilegal, pois seriam vítimas de acusações forjadas ''por ocupantes de altos cargos no Estado do Paraná''. A defesa afirmou que a interceptação telefônica que sustenta a denúncia seria nula, devido à falta de fundamentação para a quebra de sigilo. Pediu, então, a concessão da liminar para que a ação penal fosse trancada.
O argumento não convenceu o desembargador Vasco Della Giustina, que decidiu que ''não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade apta a ensejar o deferimento da tutela de urgência''. A FOLHA tentou falar com Abilhôa para comentar o caso, mas não conseguiu localizá-lo. Um dos advogados do acusado, Claudio Dalledone Junior, informou que não estava autorizado a falar sobre o assunto.


