CASO LAVA JATO - Pressionado, André Vargas pede desfiliação do PT
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Reportagem Local 
Brasília Depois de ter o nome ligado ao do doleiro Alberto Youssef, investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), o deputado federal pelo Paraná e ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas pediu sua desfiliação do PT. Em carta encaminhada ao diretório municipal de Londrina, o parlamentar comunica que está se desligando dos quadros "de filiados desta agremiação partidária".
"Comuniquei oficialmente ao Partido dos Trabalhadores nesta manhã o meu desligamento da sigla, após vinte e quatro anos de uma relação que me concedeu oportunidades para servir ao meu estado e ao Brasil. Deixo registrado o meu sincero agradecimento. Sem partido, irei dedicar-me agora à minha defesa no Conselho de Ética da Câmara, confiante de que me serão asseguradas as prerrogativas do contraditório e da ampla defesa. Confio na isenção, imparcialidade e tratamento isonômico da Câmara em relação ao meu caso, reafirmando a minha crença na Democracia e no Estado de Direito", diz a nota de Vargas encaminhada à imprensa na noite de ontem.
Presidente da sigla no Paraná, o deputado estadual Ênio Verri avaliou que Vargas optou por deixar o partido para "ter mais liberdade para fazer sua defesa". Procurado pela FOLHA, o fundador do PT em Londrina, Osvaldo Lima, disse que a situação de Vargas era de fato "insustentável" e que o partido já não tinha mais como explicar a manutenção de seu nome nos quadros. O presidente do PT em Londrina, Gerson da Silva, não foi localizado ontem à noite pela FOLHA para comentar a desfiliação.
Licenciado do cargo, Vargas informou também na carta que comunicará seu desligamento à Justiça eleitoral de Londrina. Ainda que se filie a outro partido, Vargas não tem mais como disputar as eleições de outubro, já que, para isso, é necessário, no mínimo, um ano de filiação antes da data do pleito.
O parlamentar enfrenta um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro e sofre pressões dentro do próprio PT para renunciar ao mandato de deputado.
Na terça-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, pediu a Vargas que renunciasse ao mandato para não prejudicar as campanhas da presidente Dilma Rousseff e dos candidatos aos governos de São Paulo, Alexandre Padilha, e do Paraná, Gleisi Hoffmann. Vargas resiste às pressões.
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