Caso Havan segue sem solução
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina solicitou mais 20 dias ao Ministério Público (MP) para oferecer uma resposta conclusiva sobre ilegalidades na aprovação e construção do City Shopping, prédio onde está localizada a loja de departamentos Havan, na Rua Benjamin Constant. Ontem final do prazo de cinco dias previsto na recomendação administrativa expedida pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para cessarem as irregularidades o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) encaminhou ofício ao MP informando ter determinado aos órgãos competentes que adotassem as medidas administrativas para atender a recomendação.
Porém, segundo o prefeito, são necessários 20 dias para que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) analise recurso administrativo protocolado pela Europart, empresa do construtor do imóvel, Rachid Zabian. Trata-se de um pedido de reconsideração sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), apontado como inválido pela Procuradoria Geral do Município. "Sem o Ippul analisar o recurso do empresário não podemos adotar as medidas necessárias", disse o secretário de Obras, Fernando Bergamasco. Na recomendação, além do EIV, o MP questiona o zoneamento e recuo.
"Ao final desses 20 dias, vamos ter uma resposta definitiva dos órgãos do município sobre o que acontece neste caso. A Secretaria de Obras tem que ter uma posição clara sobre este tema", cobrou o prefeito. A promotora Leila Voltarelli, que recebeu ontem os ofícios de Kireeff e Bergamasco, afirmou que irá analisar a "razoabilidade" do pedido de prorrogação do prazo.


