Caso Gálatas tem audiência após afastamento de juíza
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
Foi realizada ontem a primeira audiência do caso Gálatas após o afastamento da juíza da 3 Vara Criminal de Londrina, Oneide Negrão. A audiência faz parte da ação criminal em que 15 pessoas são acusadas pelo Ministério Público (MP) de corrupção, falsidade ideológica, formação de quadrilha e peculato, crimes que teriam resultado no desvio de R$ 318 mil do dinheiro repassado pelo município ao Instituto Gálatas, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que executava o Programa Saúde de Família em Londrina. A juíza foi responsável pela conclusão da primeira fase do processo, quando foram ouvidas as 20 testemunhas de acusação arroladas pelo MP. O juiz substituto Juliano Nanuncio é quem assumiu os trabalhos. Agora o processo está na fase da defesa dos acusados.
O juiz declarou que ontem foram ouvidas três testemunhas convocadas pela defesa, mas que outros depoimentos não aconteceram. ''Algumas testemunhas não foram encontradas para a intimação. Não houve desistência na oitiva por parte da defesa e eles pediram prazo para que possa apresentar novo endereço dessas testemunhas. Foi concedido o prazo de 5 dias'', afirma.
Nanuncio afirmou que ainda não há previsão de quando será agendada a próxima audiência. ''Existe a solicitação para a devolução de algumas cartas precatórias. São testemunhas que vão ser ouvidas por juízes de outras comarcas e nós precisamos desses depoimentos. Na sequência vai ser, em breve, designada uma nova audiência para ouvir essas testemunhas remanescentes e, se possível, na mesma audiência, realizar o interrogatório de todos os réus. A minha intenção é que na próxima audiência a gente tente terminar essa instrução'', revelou.
O juiz ressaltou que não assumiu apenas esta ação e que, em virtude do afastamento da juíza, está atendendo a todas as demandas da 3 Vara Criminal. No entanto, Nanuncio diz acreditar que a substituição do magistrado não deve atrapalhar a conclusão dos trabalhos. ''Não atrapalha em nada o andamento. O feito tem seguido rapidamente e vai continuar no mesmo ritmo. Não vai haver nenhum prejuízo'', garante. Desde terça-feira, a juíza está preventivamente longe das funções por decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná. Ela responderia a um processo disciplinar.


