O rombo de R$ 2,6 milhões da Prefeitura de Maringá não está sendo analisado somente pela Justiça. O caso foi parar na Polícia, que ontem abriu inquérito para apurar os desvios de recursos. O delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, abriu inquérito ontem. A investigação foi requerida pela procuradoria jurídica do município.
O documento foi enviado à Polícia na terça-feira. O delegado-chefe informou que o requerimento é genérico e não cita valores. ‘‘Também não nomina ninguém’’, declarou Camargo. Ele ainda não definiu quem vai chamar para depor. ‘‘Mas tudo que interessar aos autos a Polícia vai apurar’’, afirmou. O delegado disse ter tomado conhecimento da ação civil pública e pretende saber detalhes do processo.
O pedido de investigação, no entanto, foi feito um dia antes de a ação ter sido proposta à Justiça de Maringá pelo promotor José Aparecido da Cruz. O requerimento é assinado pelo procurador Otávio Salvadori, que ontem não foi encontrado. A Folha também não conseguiu localizar o ex-secretário da Fazenda Luis Antônio Paolicchi, o advogado e assessor de Paolicchi Waldemir Rosimeire Castelhano, além do secretário da Fazenda, Jorge Sossai.
O assessor de imprensa da prefeitura, Henri Jean Viana, disse ontem que o município ainda não tem detalhes da ação e que a prefeitura foi notificada há dois dias pela Procuradoria da República para apresentar defesa. Além de abertura de uma auditoria interna, a procuradoria pediu a abertura de inquérito. Segundo Viana, a solicitação para a investigação policial foi feita apenas agora porque não existia suspeita de irregularidades. (P.Z. e M.Z.)