O senador Romeu Tuma (PFL-SP), corregedor-geral do Senado, embora evitando se manifestar sobre a tendência do Senado – se favorável à cassação de ACM e de Arruda – garantiu ontem que o episódio não vai terminar em pizza. ‘‘Absolutamente, não vai acabar em pizza pelas divergências das discussões’’, afirmou.
O pefelista defendeu a necessidade de acareação entre ACM, Arruda e a servidora Regina Borges, marcada pela Comissão de Ética para a próxima quinta-feira a partir das 14,30 horas. ‘‘Ficou caracterizada a necessidade de uma acareação. Após os depoimentos, há divergências. E para apurar a responsabilidade de cada um dos envolvidos é necessária a acareação’’, afirmou ele.
O senador observou, todavia, que não é favorável à acareação de três pessoas. ‘‘Acho melhor fazer dois a dois e depois confrontar os depoimentos’’, afirmou. Tuma evitou falar sobre a punição máxima, a cassação do mandato dos senadores. ‘‘Não dá para antecipar a tendência do Senado sem a apuração do conjunto dos fatos’’, disse.
Tuma disse ainda que não tomaria a iniciativa de comentar com FHC – ambos estavam ontem na inauguração do porta-aviões ‘‘São Paulo’’ em Santos – sobre o escândalo da violação. ‘‘Se Fernando Henrique perguntar eu falo’’, disse. O senador destacou que o processo de apuração ainda está em andamento, o que impede que se antecipe a punição que será adotada. Ele admite que a mentira é quebra de decoro parlamentar, mas ressalta que a cassação é uma das punições.

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