Caso de supersalários
será avaliado em março
A proposta de plano de cargos e de salários que institui supersalários para a cúpula da PRPrevidência, a paraestatal que cuida das aposentadorias e pensões do funcionalismo público do Paraná, será analisada pelos conselheiros da entidade somente em meados do mês de março.
O diretor-geral da Secretaria da Fazenda, Valter Souza, que tem cadeira no Conselho de Administração da paraestatal, pediu vistas para analisar melhor a proposta, que só volta à pauta no dia 13 de março. A polêmica proposta prevê o pagamento de salários mensais de R$ 11 mil para o diretor-presidente; de R$ 8 mil para diretores; e de R$ 6 mil para assesores mais graduados.
Munir Karam, representante do Tribunal de Justiça no Conselho, pediu para que os conselheiros, neste período, solicitassem junto ao Tribunal de Contas (TC) um parecer manifestando a legalidade ou não do plano de cargos e de salários, conforme relataram ontem os conselheiros Norma Ferrari e César Antonio Caggeano Santos.
Os dois, representantes dos servidores na ParanaPrevidência, deram coletiva ontem à tarde em Curitiba para relatar o teor da reunião. Segundo eles, o plano de cargos e de salários representa despesa financeira extra de cerca de R$ 550 mil, levando-se em conta o custo dos 124 cargos criados para atender a paraestatal e dos demais benefícios trabalhistas.
Os dois conselheiros da instituição paranaense voltaram a insistir fortemente com os repórteres na discrepância salarial que o plano vai representar se ele for mesmo efetivado, temendo má repercussão. ‘‘Não é possível salários desta monta com 64% dos servidores ganhando até R$ 580,00. Temos de rever os salários deste plano’’, assinalou Norma Ferrari, respaldada por César Santos.(L.D.)

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