O deputado Remi Trinta (PL-MA) tomou posse sob a custódia do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). O deputado reeleito Remi Trinta (PL-MA) foi preso por agentes da Polícia Federal (PF) no Pará, no último domingo, acusado de crime de racismo contra o co-piloto da Transbrasil Sérgio Arquimedes. Segundo o delegado José Sales, o deputado estaria embriagado durante o vôo entre São Luís do Maranhão e Brasília com escala em Belém. Algemado e preso, ele permaneceu por cerca de sete horas na sede da PF. O deputado foi autuado em flagrante pela delegada Regina Lúcia Furtado.
Embora o crime de racismo seja inafiançável pela legislação, Trinta foi solto por volta das 23h30, graças à interferência do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. ‘‘Você não passa de um negrinho complexado, um negrinho metido a besta’’, teria dito o deputado a Arquimedes durante o vôo. Os passageiros contaram aos agentes federais que Remi vinha se comportando de maneira inconveniente desde a partida do avião de São Luís.
Eles disseram aos policiais no Aeroporto de Val-de-Cans, em Belém do Pará, que não prosseguiriam a viagem até Brasília se o deputado permanecesse no avião. Ao saber da decisão dos passageiros, Remi teria se revoltado: ‘‘Sou deputado, tenho imunidade e quero ver quem é homem de me tirar desse avião’’, teria dito Remi diante dos policiais, que decidiram levá-lo à força.
O deputado alegou que, por ter ‘‘medo de viajar de avião’’, teria sido maltratado pelo co-piloto Arquimedes ao perguntar a este quem comandaria o avião até Brasília, pois a tripulação seria trocada. ‘‘Ele disse que não tinha satisfações a me dar. Eu não o ofendi, disse apenas que ele era um complexado’’. Arquimedes garante que foi agredido com palavras racistas. ‘‘Espero que a justiça seja feita’’, disse. (Colaborou Carlos Mendes).

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