Curitiba - O último episódio que manchou a reputação da Copel foi o caso da fraude do ICMS Copel-Olvepar. A estatal foi envolvida numa operação ilegal que resultou em prejuízos da ordem de R$ 84 milhões aos cofres públicos. O caso foi investigado pelo Ministério Público, que pediu a prisão preventiva do ex-presidente da Copel, que acumulava o cargo de ex-secretário da Fazenda, Ingo Hubert.
Outras sete pessoas tiveram sua prisão decretada, entre elas, três funcionários de carreira da estatal, como o gerente da coordenação contábil, César Antônio Bordin, o coordenador de gestão financeira, André Grochevski e o advogado e assessor jurídico Sergio Luiz Molinari. Mário Bertoni, que também teve prisão decretada foi ex-diretor da Copel.
O MP sustenta que a operação de compra de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da Olvepar foi ilegal porque a empresa estava em processo de falência e não havia declarado esses créditos. A Olvepar faliu em agosto de 2002 e as negociações foram concluídas em dezembro passado. A Copel pagou R$ 39,6 milhões pelo crédito de R$ 45 milhões, que a Secretaria da Fazenda alega que não entraram nos cofres do governo estadual, fatos que caracterizam operação fictícia.
O episódio deixou os funcionários da Copel estarrecidos. Dos oito acusados pelo MP, apenas os três funcionários da estatal chegaram a ser efetivamente presos, porque econtravam-se em seus locais de trabalho. Eles ficaram quatro dias detidos no Centro de Triagem, em Curitiba, até que a Justiça concedeu habeas corpus e revogou o ato de prisão. Os demais acusados não foram presos porque permaneceram foragidos até a prisão ser revogada.

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