Caso Burko tem mais dois suspeitos
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Cláudia Carneiro 
Guarapuava O delegado especial Osnildo Carneiro Lemes, que preside o inquérito sobre o atentado contra o prefeito Vitor Hugo Burko (PSDB), ocorrido na madrugada do dia 31, solicitou no final da tarde de ontem a prisão preventiva de outras duas pessoas acusadas de fazer parte do grupo que disparou sete tiros contra a residência do prefeito. Os suspeitos residem em Guarapuava e foram identificados pela polícia graças a diligências realizadas na cidade. Para evitar a fuga dos supostos assaltantes, os nomes não foram divulgados.
De acordo com o delegado, as investigações descobriram que, além de Élcio Mário Dobek, que teve a prisão preventiva decretada dia 3, outros dois homens que compunham o grupo também moram em Guarapuava. Até então, a polícia acreditava que todos os demais assaltantes eram de Curitiba.
Há fortes indícios que o grupo tenha assaltado um posto de combustível na BR-277, em Guarapuava, e roubado um Vectra antes de disparar os tiros contra a casa do prefeito. Mais detalhes só teremos depois da prisão de qualquer um desses três elementos, comentou Lemes.
A busca por Dobek e pelos demais integrantes do grupo ocorrem também em Curitiba, onde, desde terça-feira, as investigações têm o apoio da Coordenadoria de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil (Cope). O delegado Osnildo Lemes acredita que Dobek fugiu para a Capital.
A polícia trabalha com duas hipóteses para explicar os motivos do atentado. Uma delas, indica que os disparos contra a casa de Burko teriam sido dados para distrair os policiais, enquanto o grupo transportava um caixa eletrônico roubado no posto de combustível da BR-277.
A segunda teoria, sustentada pelo prefeito, atribui os tiros a uma represália política. Segundo Vitor Hugo Burko, os disparos partiram de correligionários de seus adversários, ligados ao deputado Fernando Ribas Carli (PPB), de quem o atual prefeito venceu as eleições em 2000.
Burko entrou recentemente com pedido de responsabilização criminal e eleitoral contra o deputado por panfletos difamatórios lançados na época da campanha e que não teriam sido pagos. O prefeito também declarou que, na época da eleição, surgiram comentários de que ele não assumiria o cargo caso vencesse as eleições; e, se assumisse, não concluiria o mandato.
O deputado negou qualquer envolvimento com o atentado e disse que entrará na Justiça para que Burko comprove as acusações.


