Caso Banestado: advogados unificam defesa de ex-diretores
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os advogados dos seis ex-dirigentes do Banestado acusados de facilitarem o envio de US$ 1,937 bilhão para o exterior através das contas CC-5 entre 1996 e 2000, e que tiveram as prisões preventivas decretadas esta semana pela Justiça Federal, resolveram unificar a defesa e só vão entrar com o pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, com sede em Porto Alegre, na próxima segunda-feira.
Dos seis que tiveram a prisão preventiva decretada, apenas Alaor Alvim Pereira, ex-diretor de Administração do Banestado, está foragido. O advogado de Alvim Pereira, Francisco Assis do Rego, disse que está estudando a melhor forma de defesa para tentar garantir a liberdade de Pereira. Enquanto o habeas corpus não sair, o ex-diretor não deverá se apresentar à Justiça. ''Ele não vai se apresentar. É um direito dele. Ele vai rever o pedido de prisão, que considera ilegal'', declarou. O advogado disse não saber onde está o acusado.
Os outros ex-diretores do Banestado que estão presos são Aldo de Almeida Júnior, ex-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); José Luiz Boldrini, ex-assessor da Diretoria de Câmbio do Banestado; e os ex-gerentes da agência de Foz do Iguaçu Benedito Barbosa Neto, Luiz Acosta e Carlos Donizeti Sprícido. Outro ex-diretor teve a prisão preventiva (segunda) decretada: Gabriel Nunes Pires Neto, que está preso desde novembro do ano passado.
A prisão preventiva foi decretada após o juiz Sérgio Moro considerar que os ex-diretores e gerentes teriam sido responsáveis pela criação de contas CC-5 que serviram para evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em tese, as contas CC-5 são de uso exclusivo de estrangeiros residentes no Brasil. A Polícia Federal (PF) estima que mais de US$ 30 bilhões podem ter sido enviados ilegalmente para o exterior, especialmente através da agência do Banestado em Foz do Iguaçu.


