Caseiro revela que Paolicchi esteve na chácara no dia 1º
Do vasto patrimônio do ex-secretário da Fazenda de Maringá, avaliado em R$ 15 milhões, constaria também uma chácara de 4 mil m2. A chácara não está entre os bens listados pelo Ministério Público (MP) e que estão indisponíveis, mas o caseiro da propriedade, que se identificou à Folha apenas como Leônidas e disse conhecer Luis Antônio Paolicchi há dez anos, disse que a chácara pertence ao empresário há cinco anos.
A propriedade fica na Estrada do Pinguim, na saída para Campo Mourão, e se chama San Marino, mesmo nome de duas fazendas de Paolicchi no Mato Grosso a San Marino 1 e a San Marino 2.
A chácara tem piscina, campo de futebol e até heliporto. A pintura amarela do muro parece muito recente. Da fresta do portão pode-se ver apenas cadeiras para descanso na vasta área verde. Mas a propriedade ostenta ainda bem cuidadas palmeiras imperiais e um grande alambrado no campo de futebol. Três funcionários cuidam da propriedade.
O caseiro, que conversou com a reportagem ontem à tarde, pelo interfone, disse que a última vez que Paolicchi esteve na San Marino foi no dia 1º de outubro. Ele veio aqui à tardezinha e estava tranquilo, revelou. O funcionário disse que não sabe onde ele está.
Leônidas disse conhecer Paolicchi há dez anos, mas trabalha para ele há dois. Para mim ele é ótimo patrão. Honesto, de bom caráter e de bom coração, elogiou.
De acordo com o funcionário, Paolicchi usava a chácara para descansar. É uma área para lazer, para limpeza da mente, para esfriar a cabeça, mas ele não tinha muito tempo. Leônidas disse que a propriedade também era usada por amigos e parentes do ex-secretário, principalmente no verão. Ele negou que o local sediasse festas.
Segundo Leônidas, para o que chamou de limpeza da mente, Paolicchi usava a piscina e o campinho de futebol. A sede da chácara, segundo ele, é pequena, com dois quartos. O caseiro negou a existência do heliporto e disse que o ex-secretário da Fazenda costumava visitar a chácara de carro. Quando chegava, gostava de tudo bem arrumado. Mas não é enjoado, afirmou.
Sobre as acusações do MP de que seu patrão teria desviado R$ 2,6 milhões dos cofres da prefeitura, Leônidas acha que ele vai tomar providências e conseguir tirar a limpo. O caseiro disse que a chácara estaria sendo negociada a pessoas chegadas a ele, que Leônidas desconhece. (P.Z.)





