Brasília - Supera a quarta parte do maior prêmio já pago pelas loterias no país o valor da indenização pedida à Caixa Econômica Federal pelo caseiro Francenildo dos Santos Costa pela violação de seu sigilo bancário. A ação de danos morais protocolada anteontem na Justiça Federal em Brasília cobra do banco R$ 17,5 milhões. ‘‘E eu acho pouco’’, observou o advogado do caseiro, Wlício Chaveiro Nascimento. Ao calcular o valor da indenização pedida pelo cliente, Nascimento disse ter levado em conta o patrimônio da estatal e a suposta intenção de autoridades envolvidas no episódio, além do que classificou de ‘‘caráter educativo’’ da ação, destinada a inibir futuras violações de sigilo pela instituição.
  O caseiro, que recebia dois salários mínimos como empregado na casa alugada por ex-assessores de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, pede o equivalente a 50 mil salários mínimos de indenização da Caixa. O valor da ‘‘punição exemplar’’ sugerida equivale a 27% do maior prêmio da Mega Sena, de R$ 64,9 milhões, pago em outubro de 1999. Outra ação por danos morais, também protocolada ontem pelo advogado de Francenildo, pede o equivalente a 12 mil salários mínimos - ou R$ 4,2 milhões - da revista ‘‘Época’’, que divulgou informações do extrato do caseiro. O departamento jurídico da Caixa disse que só se manifestaria sobre o pedido de indenização quando tomasse conhecimento formal da ação. A direção da ‘‘Época’’ não se manifestou. (Marta Salomon/Folhapress)

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